Tribe Novel Silent Striders & Black Furies

Publicado: 29/08/2012 em Livros, Lobisomem: o Apocalipse, Resenhas, Storyteller
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É raro encontrar um bom livro sobre lobisomens, principalmente um bom que não envolve histórias discrepantes voltadas para o público adolescente. Foi procurando por uma história boa, sem vampiros que brilham no sol ou coisa semelhante, que encontrei a série das Novelas das Tribos de Lobisomem o Apocalipse. Baseados no RPG de sucesso da década de 90, esses livros contam com enredos divididos entre as 13 tribos de lobisomens ou Garou. O objetivo desses metamorfos é vencer a Wyrm, espírito da corrupção que destrói Gaia, a Mãe Natureza.

Cada livro é dividido em duas histórias, interligadas, mas com personagens principais distintos de uma tribo característica. Nesse volume, são apresentados os Peregrinos Silenciosos, tribo de lobisomens nômades, e as Fúrias Negras, apenas fêmeas, as amazonas dos Garou. O enredo começa com os Peregrinos. Logo após uma reunião importante da nação Garou, uma matilha é enviada para recuperar um item mágica importante. Sua formação leva dois lobismens de passado tortuoso a se encontrem. Um deles, o protagonista é o Peregrino Silencioso Mephi, criatura solitária que parte com os novos companheiros para uma missão perigosa.

O enredo dessa primeira parte é simples, parecendo mais um conto um pouco estendido do que um livro. A tentativa de dar profundidade a Mephi e sua relação com uma ex-pupila o transforma em um lobisomem chorão e digno de pena, em uma relação que não se resolve. A história se perde no meio das descrições do sofrimento de Mephi, tornando a história tediosa. A aventura dos Garou não ajuda em nada. Quando se termina a novela dos Peregrinos Silenciosos, tudo o que se espera é que algo melhor apareça nas páginas seguintes.

Não existe muito sucesso com as Fúrias Negras. Partindo da mesma reunião que Mephi, Mari Cabrah, junta-se a uma matilha dos guerreiros Cria de Fenris, nórdicos rivais de sua tribo, para tentar vencer o mal dentro dos Balcãs. Antes disso, são enviados a um local sagrado na Grécia para terem conselhos com uma ancião Fúria Negra. Boa parte do texto é apenas feminismo descarado, daquelas panfletagens rasas que nada somam ao romance. Existe até um capítulo em que a poderosa Mari Cabrah bate no machista Cria de Fenris, seguindo a cartilha da panfletagem sexista. O restante da novela é tomado por uma aventura tão superficial quanto a dos Peregrinos recheada de conflitos sexistas. Apenas no fim da história, o contexto começa a mudar, mas não redime em nada o contexto previsível e estereotipado da tribo das Fúrias Negras.

Não foi dessa vez que encontrei um bom livro sobre lobisomens. Primeiro foi uma história de um lobo chorão e depois o esteriótipo feminista. Sinceramente, esperava mais. A solidão dos Peregrinos poderia ser representada com um sofrimento palpável e mais real, menos do que algo que mais parecia um amor platônico. O poder das Fúrias Negras e sua luta para proteger mulheres oprimidas merecia uma história que não fosse um esteriotipo raso.

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