Mundos de Fantasia: Por que os kenders?

Publicado: 20/09/2012 em Resenhas
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Eu comecei a ler as Crônicas de Dragonlancehá muitos anos atrás. Sempre adorei livros de fantasia, apesar de odiar o antigo AD&D. Mas eu lia muito sobre qualquer um de seus mundos. E foi em DL que eu encontrei os kenders. Adorei as histórias de um certo kender, Tasselhof Pés Ligeiros. Era um personagem muito divertido, com uma mistura de ingenuidade e esperteza bastante incomum nos livros de fantasia.

Eu me diverti com os kenders na história. As piadas no primeiro livro foram bastante interessantes. Ele roubava e nunca imagina que estava realmente roubando. As coisas simplesmente paravam na bolsa dele. Não havia senso de propriedade.

Depois do Tass, conheci Earwig Lockpicker no conto Raistlin and the Knight of Solanmia na série The War of the Lance. Era um kender muito divertido. Ele roubava e nunca imagina que estava realmente roubando. As coisas simplesmente paravam na bolsa dele. Não havia senso de propriedade.

Mais tarde li o conto The Story That Tasslehoff Promised He would Never, Ever, Ever Tell. Aqui o próprio Tass conta a história junto com o Fizban. Era um kender muito divertido. Ele roubava e nunca imagina que estava realmente roubando. As coisas simplesmente paravam na bolsa dele. Não havia senso de propriedade.

Antes disso eu havia lido também Dragon´s Bluff, em que aparecem alguns kenders. Eles eram um muito divertidos. Roubavam e nunca imaginam que estavam realmente roubando. As coisas simplesmente paravam na bolsa dele. Não havia senso de propriedade.

O mesmo aconteceu na série Legends (uma ótima série). Bom… foi assim. No fim das contas. Para que servem os kenders? Criaram uma raça engraçada, mas o que ela é além de engraçada? O que ela faz além de criar as confusões que parecem parte do roteiro daqueles filmes da sessão da tarde? Que tal contos com os títulos Um Kender Muito Louco ou Deu a Louca nos Kenders e com a chamada “Essa turminha de kenders vai aprontar a maior confusão”?

A questão é: é muito interessante criar raças em mundo de fantasias, mas elas não deveriam ter sua função, um nicho, um cultura? Afinal não existem povos que vivem apenas como parasitas culturais agindo como clones. Os kenders são sempre o escape cômico. Eu já os usei como escape cômico.

Acaba que eles se tornam cansativos e a raça, por mais engraçada que possa ser, começa a se tornar repetitiva e vazia, sem uma profundidade maior. Criar uma raça começa a se tornar apenas um bando de bônus e redutores, um desenho legal e uma característica peculiar que se torne sua marca registrada. É preciso mesmo isso?

Estou acabando de ler o quarto livro da série Song of Ice and Fire. Não existem kenders nesse mundo! Ainda bem! Não leio mais livros com kenders! Mas essa série magnífica, melhor do que Senhor dos Anéis, não tem raças além dos humanos. Mesmo a magia é extremamente rara. Mas as culturas existem aqui e são bastante diferenciadas, mas nos reinos mais próximos. São culturas que se fazem valer. Mostra-se que cada um tem uma razão de existir.

Duas conclusões para o artigo:

Primeira: não confunda a criação de um personagem ou grupo de personagens interessantes com uma raça, como aconteceu com os kenders.

Segunda: diferencie! Não torne sua raça de fantasia simplesmente humanos de orelhas pontudas.

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