Assassin’s Creed: Renascença por Oliver Bowden

Publicado: 28/04/2013 em Livros, Resenhas
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Renascença é o primeiro livro da série escrita com base no enredo dos jogos da franquia Assassin’s Creed. Apesar de ser o primeiro lançamento, baseia-se no roteiro do segundo jogo contando a história de Ezio Auditore, um jovem normal com suas disputas adolescentes nas ruas de Veneza até ver sua família ameaçada. Subitamente, os parentes do garoto são mortos. Ele escapa por pouco com sua mãe e irmã, precisando se refugiar nas sombras para aprender sobre a arte do assassinato para conquistar sua vingança.

Todo o romance se passa no fim do século XV, retratando as disputas entre duas seitas, os Assassinos, com sua crença de libertar o mundo, e os Templários, com sua vontade de dominar a todos. A batalha centenária entre os grupos coloca Ezio em uma rede de conspirações e lutas que poderia ter sido interessante, não fosse a narrativa mal aproveitada. O enredo é engessado, seguindo fielmente o jogo. Isso não deveria ser um problema. Ainda não tendo jogado, depois de começar o livro, resolvi verificar como era. É muito melhor do que o livro. O jogo é fluido, apesar de o primeiro deles ser bastante repetitivo e até enfadonho em um momento ou outro. O livro é assim. Tem descrições duras, nada poéticas, muito secas e desperdiça um potencial de uma história muito interessante.

O autor simplesmente não consegue descrever os personagens. Os diálogos soam como mal elaborados, sem força, sendo muitas vezes patéticos como filmes de ação do tipo mais trash. Sem a força de uma boa dublagem como no jogo, cada fala do livro perde contexto e não se encaixa bem na boa literatura. Os personagens são descritos friamente com suas motivações e personalidades forçadas por frases diretas como “ele era violento”. O leitor não vai encontrar aqui a sutileza da escrita de George R. R. Martin ou Maurice Druon onde as ações e falas dos personagens são tão fluidas que descrevem sua personalidade sem que isso seja forçado ao longo do texto.

O leitor deve estar preparado para ler praticamente um roteiro do jogo e não um romance propriamente dito. Existem romances históricos melhores no mercado e com descrições de batalhas muito mais interessantes como é o caso de Bernard Cornwell.

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comentários
  1. Cassy disse:

    A escrita, pelo que vc observou, dá a ideia de que foi apenas uma transcrição dos diálogos do jogo e não uma adaptação. Eu ainda não li essa série, vou tentar qualquer dia desses. Ótima resenha como sempre.

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