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Z´roah´hUriel

Tendência: Apócrifa

Símbolo: Um sol em um campo negro com raios em forma de espada com sangue pingando nas pontas

Uriel comanda suas falanges como um ditador. Ele não crê na clemência, muito menos no perdão ou na piedade. Foi um dos anjos que deu as costas para a discussão sobre a ascensão de Christos, afirmando que tinha coisa melhor para fazer do que falar sobre um nazareno com ideias subversivas. Uniu todas as falanges sob o seu comando e os levou para as bordas do Abismo, onde os campeões da luz e do horror deveriam ficar para encarar o mal do mundo inferior.

A Armada de Uriel está preparada para enfrentar o que existe de pior no mundo. Eles se importam pouco com a política da Cidade de Prata, a não ser quando se trata de lidar com o Abismo. Nesses casos, Uriel não falta a uma reunião que seja do Conselho e há sempre um soldado da Armada da Luz e do Terror pronto para atender qualquer reunião ou passar as informações para o Príncipe do Sol e do Medo.

Os anjos de Uriel são combatentes natos. Sua existência está baseada em lutar, apesar de alguns poucos lidarem com política de um modo tão cru que são capazes de jogarem para que seus inimigos acabem presos em arame farpado e com espinhos enfiados nos olhos. Não existe medo dentro desses anjos. Eles vestem suas armaduras pesadas, levantam suas armas e morrem diante do Abismo para que as trevas não dominem a luz.

Atualmente há apenas um pequeno destacamento das falanges de Uriel na Cidade de prata. São a conexão do exército do Príncipe com os anjos que deixou para trás. Esse pequeno grupo de políticos treinados ensinou os principais jogadores da Cidade de Prata a teme-los e a percebe que deve ser observado antes que se torne mais uma ameaça.

rejected_angel_of_fear_by_lgood20-d5xo1ecIntenções

São os inimigos quem temem. São os inimigos que sangram. São os inimigos que fecham os olhos antes do golpe final. São os oponentes de Deus que se ajoelham e pedem clemência. Os anjos de Uriel não temem, não sangram, não pedem perdão. Eles enfrentam o que estiver diante deles, sentem apenas a luz de Deus vazar de seus corpos feridos e sucumbem com a sensação de dever cumprido em nome de Deus.

O mundo é feito de trevas e a divindade do Senhor está no sol que rompe a escuridão e revela os perigos de uma existência obscura. Demonstra que as vergonhas e os medos do homem precisam ser revelados. Seus anjos são seus raios de luz, espadas iluminadas que desgraçam a vida das criaturas que corrompem e intimidam aqueles que pretendem viver sob a luz de Demiurgo.

Organização

O Z´roah´hUriel aceita principalmente Apocriphae em suas fileiras, pois a vida que levam é dura demais para muitos anjos. Esses apócrifos costumam ter palavras como Luz, Destruição e Fúria e são armados com armas pesadas para provocar o máximo de dano nas criaturas poderosas que enfrentam. Os corpos cobertos de cicatrizes marcam as intenções destemidas dos anjos de Uriel.

A iniciação de um soldado de Z´roah´hUriel é feita através do combate sangrento contra uma criatura do Abismo. O anjo é levado em uma missão junto aos batedores e colocado na linha de frente do combate. Sobreviver a isso é uma prova de coragem e poder e a de que o anjo merece entrar para falange. No entanto, a maioria dos anjos de Uriel foi criada pelo sopro de Demiurgo justamente para o fim de servir na Falange. Essa elite celestial, que entende tão bem o que é medo que não se intimida pelo sentimento, vive para entender que alguém precisa olhar para as trevas e iluminá-las, rompendo suas visões terríveis com a lâmina do sol de Deus.

Os graus do Z´roah´hUriel são:

Kerash: São os soldados de níveis mais baixos, divididos em batedores e infantaria. Cada kerash está ligado a uma falange menor que pode ser usada em missões pequenas ou com quem se organizam durante os grandes combates. Esses grupos possuem tamanhos variados e são lideradas por um ren´kerash. Fora as missões de guerra contra as forças das trevas, os soldados trabalham na limpeza das fortalezas e funções básicas. Cada um precisa cuidar do próprio equipamento. Um kerash pode ser destacado do Z´roah´hUriel para servir junto a outro grupo de anjos, atuando como um guerreiro em outro posto avançado. Nesses casos, costumam ser exigentes com os colegas a ponto de agredir aqueles que consideram fracos e indignos. Esses anjos estão acostumados demais com a violência das bordas do Abismo para verem anjos chorando por meras desgraças dos mortais.

Kardan: Os kardan são os capitães do exército de Uriel e coordenam entre 100 e 150 anjos. São anjos experientes com mais de dois séculos de combate diante do Abismo. Cuidam de áreas específicas das fortalezas ou assumem o comando de postos avançados. Estão mais atrelados à política e também ao estudo das forças do Abismo. Existem alguns deles que são adeptos da magia, conseguindo se proteger através de rituais poderosos e únicos do Caminho da Luz. Todo kardan está subordinado a um den´kardan, o guardião de um castelo maior. Nesses existem cerca de 5 mil a 7 mil anjos, sendo a única exceção as Pedras da Ira de Deus, onde o próprio Uriel governa.

Aprimoramento para Sistema Daemon

2 Pontos: O anjo é levado ao combate de iniciação do Z´roah´hUriel. Voltando sangrando e ferido, é colocado sobre uma pedra e então sangrado até estar perto da destruição. Junto desse sangue, vão todos os sentimentos vãos que podem atrapalhar no combate com o Abismo. O celestial se torna imune a qualquer tipo de medo, sobrenatural ou natural.

Vantagem para Anjos Réquiem de Fé

3 Pontos: O anjo se torna parte do Z´roah´hUriel após ser levado ao combate de iniciação . Voltando sangrando e ferido, é colocado sobre uma pedra e então sangrado até estar perto da destruição. Junto desse sangue, vão todos os sentimentos vãos que podem atrapalhar no combate com o Abismo. O celestial se torna imune a qualquer tipo de medo, sobrenatural ou natural.

 

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Domini Risum

Alcunhas: Caóticos, Imaturos, Inconstantes

Símbolo: Um anjo com sete faces e seis asas

Caminhos: Animais, Fogo, Trevas, Spiritum

Objetivos: Caos, Livrar-se do Peso da Realidade

Os anjos que entram para a Casa do Caos são aqueles que não seriam aceitos nem na Casa da Lua nem entre os Incomytati. Esses são loucos que se livram de todas as situações sociais, os únicos com coragem para rir diante dos Inquisidores e apontar as verdades que a hipocrisia da Cidade de Prata esconde. Se foram as acusações dos loucos que começaram a Guerra das Ordens Divinas, ninguém sabe, mas todos comentam que essa ordem teve a benção de Lúcifer quando seu fundador, o Anjo do Caos, decidiu que Demiurgo precisava de alguém para rir da seriedade de seus anjos. Depois disso ele foi aprisionado por mil anos para aprender que não se ri das criações divinas, sofrendo tanto que enlouqueceu. Desde então, caos e loucura tornaram-se imagens associadas na Cidade de Prata.

A Casa do Caos não rege nada. Seus anjos existem para desestabilizar todas as convenções sociais da Cidade de Prata. Sua preocupação com a política é principalmente a de desfazer o que as outras casas fazem, retirando poder, equilíbrio e ordem. Como bobos da corte, riem diante dos superiores e oferecem apenas enigmas para as perguntas.

Os Imaturos devem ser cuidados em seu caos. Dezenas deles já foram caçados pela Inquisição, que quase sempre consegue passar pelos enigmas e desafios da ordem, queimando e exilando esses anjos. Hoje a Domini Risum é uma das menores casas das 22 que dominam a Cidade de Prata graças à ação da Casa da Verdade e da Casa de Deus. A Bikkur Hachodesh auxilia os Caóticos nesses casos, compreendendo a dificuldade de não ser bem aceito no Céu.

Anjos do Caos possuem uma existência difícil apesar do sorriso quase constante em seus rostos. Muitas vezes a loucura os salva de um destino pior do que a Queda ou a procura por autodestruição. Aqueles que não cedem à loucura vivem através de enigmas, viajando pela Terra e pelos Distritos com muitas perguntas e coletando respostas. Muitas vezes cuidam para que as pessoas saibam mais perguntas do que respostas, pois assim o caos aumenta.

Filosofia

A Dominus Risum não deve ser confundida com uma casa de loucos, palhaços ou idiotas. Nenhum deles sobreviveria assim em um ambiente como a Cidade de Prata. Eles riem, insultam e desvirtuam as regras sociais, porém sua vida não é a insensatez constante. Esses anjos são inteligentes. Todos os idiotas da Casa do Caos encontram a fogueira muito rapidamente. A Inquisição não perdoa nenhum deles.

Os membros dessa ordem pretendem fazer os anjos se desapegarem dos valores, desatarem-se das regras que impedem sua iluminação e devoção. Deixam a matéria de lado e evitam ao máximo manter tudo o que é material por muito tempo. Até as roupas dos Caóticos são trocadas constantemente.

O caos promovido pela ordem é sempre criativo e não destrutivo. Pretendem trazer o novo em relação ao que já está desgastado e trava a evolução.

Graus

Os Caóticos não possuem graus. Nem mesmo a idade conta entre eles, apesar de os mais velhos possuírem tanto conhecimento e inteligência que intimidam os mais novos. A ordem quase não se reúne, aceitando os iniciados apenas quando um anjo segregado ou cuja natureza ligada ao caos chega a eles ou lhes é enviado. Alguns grupos menores e mais piedosos da Cidade de Prata ajudam celestiais mais desgarrados ou menos propensos a seguir as leis convencendo-os a se tornarem membros da Dominus Risum. É um modo de encaminhar esses anjos antes que suas tendências anárquicas os levem para o fogo, o Inferno ou o Deserto de Dudael.

Aprimoramentos:

1 Ponto: Os anjos da Dominus Risum possuem uma sorte peculiar. Uma vez por dia, eles podem substituir o resultado de um dado jogando outro. Esse novo resultado é o que vale, não importando se for maior ou menor.

TAROT-08-A JUSTIÇAAlcunhas: Casa da Justiça, Juízes

Símbolo: Um anjo com uma espada de dois gumes

Caminhos: Arkanun, Fogo, Humanos, Spiritum

Objetivos: Julgar os Anjos e Espíritos, Julgar os Pactos Espirituais

A Casa da Justiça tem um trabalho difícil na Cidade de Prata. Ela deve ser imparcial e distante em uma cidade onde criaturas vivem séculos e possuem laços fortes nunca esquecidos. Quando um anjo precisa ser imparcial em uma decisão, fica difícil saber se ele conseguirá conviver com o pensamento que conseguirá um inimigo pela eternidade. Muitos juízes de fora da ordem já sofreram esse problema, mas os Aequitas conseguem evitar esse problema escondendo seus rostos e se distanciando das emoções e das amizades.

A ordem foi criada com o intuito de julgar os piores casos, assumindo tribunais em que as divergências colocadas em questão podem arruinar a política dos Distritos ou das ordens. Quando não há ninguém a quem se recorrer por justiça, um dos Aequitas é chamado. Eles aparecem para julgar e dar a sentença, podendo também executá-la. Para representar o que são, arrancam os próprios corações, deixando apenas um coração de gelo mantendo vivo o espírito e carne angelicais. Arrancam os olhos e os substituem por globos de gelo que não enxergam sentimentos, mas apenas crime, castigo, verdade, mentira e inocência.

A ordem tem poucos diplomatas ou negociadores. Sentam-se à mesa para julgar e tratar de sentenças, não para conversarem. São capazes de matarem amigos próximos se cometerem crimes que mereçam tal punição e ainda continuarem a vida sem questionarem a necessidade da sentença. Entre seus lemas, há alguns especiais: a justiça prevalece; uma boa ação não apaga uma ruim; uma ruim não apaga uma boa; a punição e o mérito vem para todos; Deus dá o mérito, a Aequitas dá a punição em nome de Deus.

Os anjos se reúnem nas Casas Tribunais, nuvens que sobrevoam os Distritos, sempre fechadas a qualquer anjo que não seja da ordem. Ali eles estudam as leis da Cidade de Prata, da Terra e de Paradísia. Atendem anjos e criaturas de outros planos, aqueles que sabem que dentro de uma dessas bases a Aequistas é quase invencível. Recebem orações especiais que os levam para a Terra, para os planos ou para os Distritos para ministrar a justiça, seja no tribunal ou para levar a espada até um criminoso.

Filosofia

Cada indivíduo tem uma responsabilidade no mundo e deve mantê-la. Não se foge da responsabilidade e nem se mantém impassível diante dela. Muito menos distante. A única distância que a Aequistas preza é a das emoções no momento de julgar.

Um anjo deve agir pela lógica e pela razão, pois esse sempre foi o caminho do Senhor. A bondade, a misericórdia são fraquezas que levam tanto os humanos quanto os anjos ao pecado posterior. Só a dureza da justiça ensina a retidão. Para realizá-la, é melhor possuir a distância sentimental e a imparcialidade. Deixe os sentimentos para os momentos fora da justiça, aqueles em que só se vive a graça divina.

Graus

Os graus da Aequitas são Fater, Pater, Avus, Iudex. Cada um desses títulos está dividido em Improbus, Prestans e Excellens. Os Fater cuidam de casos conforme a dificuldade começando com meras missões como a de punir um mortal na Terra ou caçar um anjo caído ou ainda resolver uma disputa entre dois indivíduos. Os Pater já cuidam de missões relativas a grupos, como pequenas falanges ou sociedades menores; também punem indivíduos mais poderosos na Terra e ajudam a resolver casos de disputa com demônios e outros seres em que a justiça e não a tendência a favorecer os anjos seja necessária.

Os Avii trabalham levando a espada divina a nações inteiras na Terra, a bolsões em Spiritum e Arcádia e até às ordens de magia. O cargo de Iudex é composto somente por anjos muito antigos, todos com palavras ligadas a Verdade, Punição, Destruição e Justiça.

As subdivisões Improbus, Prestans e Excellens revelam há quanto tempo o anjo está em certo grau e demonstram seu poder. Entre os Fater, são mudadas a cada 50 anos; entre os Pater a cada dois séculos; entre os Avii a cada cinco séculos; entre os Iudex a cada mil anos.

Aprimoramento: 

1 Ponto: O ritual para transformar um anjo em um Aequitas muda sua percepção do mundo e suscetibilidade a sentimentos. Tentativas de utilizar as Perícias Empatia, Intimidação, Sedução e Lábia para gerar sentimentos neles recebem um redutor de 10%.

2 Pontos: O redutor agora se torna de 30%.

3 Pontos: O anjo está complemente em sintonia com o coração e os olhos de gelo. Ele recebe um bônus de +6 em Força de Vontade e em Percepção.

imagesAlcunhas: Casa da Intuição, Bruxas, Papisas

Símbolo: Uma anjo com vestes de papa

Caminhos: Água, Luz, Metamagia, Spiritum

Objetivos: Guardar Segredos Religiosos

A grande maioria dos anjos da Kvatterin toma a aparência feminina, talvez em contraposição aos anjos da Casa da Verdade, seus maiores inimigos. Isso porque o caminho das Bruxas é o dos segredos. Nenhuma delas pretende vigiar ou cuidar para que os outros revelem tudo, mas apenas de aprender e manter o conhecimento dentro de si. Assumiram o título de Papisas com gosto quando começaram a colher os segredos religiosos da Terra, da Cidade de Prata e de Paradísia, conhecendo mais sobre anjos e deuses. A influência que conseguiram a partir dessas informações lhes deu um poder de barganha incomensurável. Segredo, boatos e chantagens se transformaram nas principais armas da ordem.

Foi um desses segredos que deu energia plena para a Guerra das Ordens Divinas. Quando a Alta Papisa descobriu um dos segredos maiores do Conselho, um Príncipe angelical até então pouco ativo se movimentou para destruir a ordem, colocando outras casas em ação na guerra. A Alta Papisa terminou queimada enquanto o segredo que tinha em mente a fez se engasgar com as palavras mágicas que pretendia usar para se defender dos atacantes. Desde então, os Kvatterin perceberam que há um limite para a chantagem.

A ordem teve seu desvio, como quase todas as vinte duas. Deveria apenas guardar os segredos que ninguém mais poderia saber ou os conhecimentos que a Cidade de Prata proibia, mas que considerava perigosos demais para serem esquecidos e não serem utilizados como armas depois. A ânsia pelos segredos infelizmente acabou desvirtuando a posição das Papisas, como a sede de poder fez com tantos anjos de ordens secretas.

Elas ainda se portam como uma sociedade fechada, pouquíssimo conhecida na Cidade de Prata. Pretendem sempre assumir posições de poder dentro das forças religiosas, principalmente para colher segredos e aprenderem mais. Obviamente, essa não é sua única função. A procura por segredos inclui uma sensibilidade muito maior. As Bruxas procuram por magia e por profecias, registrando todas que os humanos cantam, sonham ou escrevem. Tentam entendê-las e passá-las para o Conselho ou alguma ordem que possa lidar com as mesmas mais diretamente.

As bases das Papisas são construções secretas na forma de grutas, geralmente escavadas ou construídas dentro da casa de uma Kvatterin mais poderosa. É um lar para estudo e meditação, além da análise das profecias conhecidas pela ordem.

Filosofia

Um Kvatterin deve conhecer a si mesmo. Ele começa com o entendimento próprio e não se incomoda com o mundo. Não é o mundo que o faz se mover, mas ele mesmo segue seu próprio fluxo de tempo. Uma Papisa decide o que fazer segundo o conhecimento que gera segundo a análise dos segredos que adquiriu. Tudo o que vê e ouve é levado para o coração e analisado para que a intuição faça a Bruxa decidir o rumo que tomará.

A razão não é o primeiro atributo a ser usado em uma decisão. Intuir, contemplar e usar a subjetividade da mente são melhores. Depois disso, talvez a atitude física nem sempre seja o próximo passo. Manter a distância das emoções e do movimento caótico do mundo pode possibilitar um entendimento ainda melhor dos segredos que levam às confusões das forças exteriores.

Graus

Kvatterin tem os seguidores graus: Irmã, Mãe da Sabedoria, Sacerdotisa, Alta Papisa. As posições são divididas segundo os segredos e profecias que a Bruxa conhece. Começa com informações sobre a Cidade de Prata e a Terra, depois sobre a formação das religiões e situações na alta política paradisiana. As Sacerdotisas já lidam com áreas especificas, como as inefáveis profecias do Abismo e as relações com o Inferno. Cabe a Alta Papisa cuidar de segredos e profecias ainda mais profundos, alguns que destruiriam as mentes dos anjos e a existência das criaturas com que se relacionam.

Aprimoramento

 1 Ponto: As Bruxas recebem +35 pontos de Perícia para gastar em Conhecimentos Proibidos.

Alcunha: A Torre, Os Vigias, O Mal sob a Luz, Ambiciosos

Símbolo: Uma Torre perfurando uma nuvem

Caminhos: Arkanun, Humanos, Trevas, Luz

Objetivos: Poder, Supressão do Espírito dos Mortais

A Casa de Deus é uma das sociedades mais secretas da Cidade de Prata. Seu nome é odiado até mesmo entre os mortais que ascenderam aos Céus. Os poucos que já ouviram falar dessa ordem preferem se calar e guardar a raiva consigo quando imaginam que celestiais assim ainda existem e detêm poder na morada divina. Anjos e mortais gostariam que a Casa de Deus houvesse encontrado a destruição séculos atrás, quando a Guerra das Ordens Divinas começou e pelo menos dez das Ordens Arcanas do Céu se voltaram contra ela.

A razão mais simples para muitos a odiarem é que a Casa de Deus foi uma das primeiras ordens secretas a existir e a primeira a dar apoio incondicional a Lúcifer. Os Vigias queriam o Poder, justamente a Palavra que era única do Portador da Luz. A aliança entre o exército do Primeiro Entre os Anjos e a Casa de Deus se desfez durante a Primeira Rebelião e os anjos ambiciosos colaboraram na batalha para vencer os rebeldes. Depois disso, usando as alianças, tramaram para o golpe de Estado que daria origem à Guerra das Ordens Divinas.

Hoje a Casa de Deus vive em estado secreto, atraindo os anjos mais sedentos de poder e com a maior intenção de se aproximarem de Demiurgo. Eles buscam acumular magias, poderes angelicais e riquezas para dominarem grandes territórios da Cidade de Prata. A principal moeda dentro da ordem são os favores que adoram conceder a quem quiser para depois cobrarem no momento certo. Assim eles tramam para conseguirem influência e galgam posições em todos os distritos prateados. Seu objetivo é conseguir um lugar no Conselho e ali fazer valer sua opinião, a de que a dominação está nas mãos da Casa de Deus e apenas eles sabem quem é Demiurgo e o que significa ser o Senhor.

O mais estranho na história da Casa de Deus é o fato de ainda existir com tanto poder, tendo inúmeros inimigos e objetivos tão antagônicos em relação à típica submissão angelical às normais do Conselho. Conta-se que eles sabem de algo maior, algo relacionado aos líderes que viram o primeiro amanhecer e não se ajoelharam quando Demiurgo mostrou-lhe os planos da Criação. Os boatos mais perversos, falam que esses anjos viram a vergonha e o deleite sobre o caos na face do Senhor e dali por diante souberam a quem deveria pertencer o verdadeiro poder e como tomá-lo. Procura-se agora entender porque as Guerras Divinas originadas pela Casa de Deus coincidiram tanto com o Silêncio do Criador.

Filosofia

Os mais sábios dizem que a Casa de Deus foi criada com uma missão específica: caçar mortais com poder exacerbado ou que ameacem os dogmas da Cidade Prateada. Os Vigias deveriam caçar os homens e mulheres que se sobressaíssem e aspirassem à divindade, tramando sua morte ou prisão e encerrando sua alma na ignorância. Desde o princípio dos tempos, passaram a eliminar qualquer fagulha de divindade na Terra e se viciaram naquele poder, aprendendo a controlá-lo a tomarem-no para si. Começaram então a coletar almas e a sugarem a energia, assim como alimentarem-se de força mágica.

A Casa de Deus ainda continua com essa missão, aliada à vontade de caçar os seguidores de Lúcifer e Samyaza. Contrata Captares para caçar todos os anjos caídos magos que aprenderam com o Segundo Rebelde. Fora a típica procura por poder, o restante de seu objetivo é aumentar o número de contatos e aliados.

 

Graus

Os anjos da Casa de Deus sobem de grau apenas de acordo com o poder e os favores que acumulam. Cargos, itens mágicos e poderes angelicais também colaboram nessa ascensão. O fato de manterem sua ambição em segredo também facilita a indicação para assumir um novo posto. Existem cento e seis graus dentro da Casa de Deus, sendo que a maioria dos cargos entre o qüinquagésimo grau e o centésimo estão desocupados. Todos os anjos nesse nível de poder foram destruídos ao longo dos anos; a maioria caiu durante as Guerras das Ordens Divinas. O nome do grau é dado pelo número decimal seguido pela palavra arcano ou pela espécie de poder que o anjo mais assume. Um guerreiro iniciante na Casa de Deus poderia se intitular Primeiro Arcano da Guerra.

Existe uma regra de que um Vigia só pode olhar nos olhos do outro se estiverem no mesmo grau. Encarar alguém superior significa desafiá-lo para um combate até a morte, usando armas que vão desde política à magia. Assim às vezes acontecem alguns combates que movimentam os graus da Casa de Deus. Recentemente um Malachim ambicioso destruiu uma série de anjos de graus superiores, assumindo o título de Qüinquagésimo Arcano da Divindade. Suas pretensões ainda são desconhecidas, assim como seu rosto. Dele, só se conhecem boatos. Os líderes da ordem o observam e ainda não o temem, pois a diferença de poder entre eles é grande demais para perturbá-los. Ou assim eles pensam.

 

Aprimoramento

1 Ponto: O anjo acabou de se filiar à Casa de Deus. Recebe para si um objeto mágico capaz de sentir magia em um raio de 5 metros. Ainda tem um bônus de 5% nos testes de Furtividade e Lábia.

2 Pontos: O anjo conseguiu acumular alguns favores em sua ascensão. Ele pode escolher três favores por parte de alguém que tenha conhecido durante suas campanhas, podendo cobrá-los quando quiser, sem que a outra pessoa possa negar. Nenhum desses favores garante a amizade do contato, muito menos depois de serem pagos.

3 Pontos: A Casa de Deus protege seus companheiros em ambição. Sempre que o personagem for perseguido por outros políticos da Cidade de Prata, os Vigias trabalharão para livrá-lo das acusações ou da perseguição. Quando estiver dentro desses jogos políticos, o personagem joga 1d6. Caso o resultado seja 1 ou 2, estará livre da acusação. É bom lembrar que a Casa de Deus preza a discrição e a esperteza. Aqueles que abusam dessa vantagem podem acabar perseguidos por seus aliados.

4 Pontos: A Casa de deus ensina rituais específicos para lutar contra humanos. As magias dos anjos ambiciosos passam a receber um dado a mais no Foco quando utilizadas contra criaturas nativas da Terra.

A Cidade de Prata possui dezenas de ordens secretas, mas poucas delas possuem tanta importância filosófica ou tanta influência no conselho quanto as 22 Ordens Arcanas. São também chamadas de Casas ou Ordens Divinas para suavizar o impacto que o termo arcano tem nos Distritos Celestiais. Suas filosofias ditam os caminhos que um anjo deve seguir para a melhor convivência no Céu e determinam o que a ordem imagina ser o caminho verdadeiro para que o filho de Deus possa um dia reencontrar seu Pai sem se arrepender de qualquer ação que tenha tomado.

As funções das 22 Ordens nunca foram claras, o que levou a diversas desavenças. Quando os objetivos de cada uma se sobrepunham, as batalhas políticas e até em campos de guerra se espalharam pelas vilas e até por Distritos inteiros. Cabe ao Conselho e outros mecanismos de repressão da Cidade de Prata impedir que a guerra civil se instale por causa das maquinações das ordens.

Todas elas tentam influenciar as almas e outros anjos que não fazem parte desses grupos seletos. Através de milhares de contatos, as ações das casas se espalham, permitindo que pressionem decisões políticas e até religiosas. O objetivo primário de qualquer uma dessas ordens é fazer sua filosofia se tornar a dominante na Cidade de Prata. O do conselho é colocá-las trabalhando em conjunto, para que seus caminhos se completem e formem a Árvore da Vida, permitindo que a vida no céu não se estagne, mas torne-se um mundo completo com caminhos que permitam a um anjo evoluir e alcançar o poder maior em Paradísia.

 

A Guerra das Ordens Divinas

Já houve numerosas batalhas entre as ordens, mas nenhuma como a Guerra das Ordens Divinas, uma das piores guerras civis da Cidade de Prata. Ela não foi feita por tropas tomando as avenidas iluminadas dos Distritos, mas o sangue derramado nela molhou tanto as nuvens do Céu quanto o solo da Terra. Cada ordem tem a versão sobre o início dela e vários são os anjos que parecem o pivô para tanta desgraça. Nomes de Príncipes angelicais aparecem nos registros, mas ninguém consegue dizer o que realmente foram essas batalhas.

Sabe-se que anjos travaram lutas em Spiritum, na Terra e até em Paradísia sem saber que estavam lutando pelas ordens. Dezenas pereceram, foram acusados de traição e se viram pressionados por jogos políticos desconhecendo as razões. O conselho perdera o controle completo dessas ordens e as viu colocando em ruínas a política prateada. Nessa época, a Terra viu florescer dezenas de religiões e os homens deturparam as palavras de Demiurgo.

A reação do Conselho foi das mais duras. Dezenas de membros das Sociedades Secretas Divinas foram revelados e destruídos. A maioria morreu com segredos que nunca mais seriam conhecidos, inclusive sobre o início das batalhas. As disputas ainda continuam e é certo que nunca vão parar, mas agora desafiar o Conselho é mais difícil e exige muito mais coragem.

 

Sociedades Secretas

O fim da Guerra das Ordens Divinas criou a definição do que é uma Sociedade Secreta na Cidade de Prata. Ela pode ser aberta ou não. As mais abertas permitem que os anjos saibam de sua existência e até montam bases claras para que todos vejam, mas seus níveis são cheios de segredos que apenas os mais graduados conseguem. Outras ainda continuam escondidas de toda a população, atuando como seitas muitas vezes odiadas em histórias e boatos.

O único fator comum entre todas é que o Conselho sabe de sua existência e há Príncipes as vigiando, preparados para agir contra cada uma delas. Esse mecanismo de controle não é total, mas forma uma defesa contra as numerosas armas das Casas Arcanas.

 

Aprimoramentos

Todo anjo precisa possuir o Aprimoramento Sociedade Secreta para fazer parte de uma das 22 Ordens Arcanas. Juntamente com ele, são iniciados nas artes mágicas, podem escolher  um dos Caminhos da ordem para adicionar um ponto de Foco e 1 Ponto de Magia. A partir daí, podem também possuir um dos Aprimoramentos vantajosos de cada casa.

Descreverei algumas das ordens arcanas aqui no blog, mas o grupo completo com as 22 estará no livro Domini Urbs.

                Os cavaleiros Teutônicos formavam uma ordem religiosa alemã, formada ainda nos anos de 1190 para atender aos interesses germânicos na Terra santa. Sua origem estava em um hospital dedicado à Virgem Maria, o que até certo ponto os identificava com os hospitalários. A ordem só foi reconhecida em 1199, quando recebeu uma regra e o direito de utilizar o manto branco dos templários, mas com uma cruz negra ao invés da vermelha. A partir desse ponto, a identificação com os hospitalários já havia se perdido. Os Teutônicos formariam uma ordem exclusivamente militar, perdendo as características de atender aos doentes e necessitados.

A sede dos Teutônicos mudou-se da Terra Santa para Veneza depois da queda de Acre, o último reino franco no Oriente. Anos depois, a nova base já seria nas terras germânicas, mais precisamente em Marienburg. Antes disso, a ordem já havia mudado seus principais objetivos. Não seriam mais um grupo de cavaleiros dedicado a proteger a Terra Santa, mas sim guerreiros implacáveis encarregados pelo Papa Gregório IX de converter os infiéis da Prússia. Em 1229, o papa emitira uma bula que entregava aos Teutônicos as terras da Prússia desde que lutassem contra os pagãos naquele território.

A batalha da ordem foi cruel. Milhares de pessoas morreram massacradas pelos constantes ataques. Eram forçadas a se converterem e se tornarem servas no estado teocrático formado pelos cavaleiros. A luta implacável dos Teutônicos contra os pagãos rendeu-lhes a fama de guerreiros cruéis que perdurou durante séculos. Mesmo com a integridade questionada, ninguém nunca duvidou de sua capacidade como guerreiros.

 

Iniciação

 

Os Teutônicos do século XXI podem pertencer a duas facções. Uma é a Ordem Germânica, composta apenas de protestantes, como uma elite de guerreiros que recebe apoio militar secretamente de países como Alemanha, Áustria, Estados Unidos e outros com descendentes germânicos em posições estratégicas ou com a religião protestante em alta influência e alto poder militar. Essa parte da ordem seleciona os mais piedosos soldados dentro das forças militares e os leva a treinamentos especiais e aprendizado espiritual para se tornarem guerreiros e lutarem contra as forças sobrenaturais e, especialmente, contra outras ordens secretas como os Templários e os Hospitalários.

A Ordem Católica tem sua base no sul da Alemanha. Conta com uma fachada aberta à população em geral, com freiras, padres e uma ordem de caridade. Atua muito na Áustria, Itália, República Checa, Bélgica, Eslováquia e Eslovênia. Dentre aqueles que entram para ordem, uma minoria é selecionada para o combate espiritual. Diferente dos Hospitalários, aqui toda a ira e fé é canalizada e convertida em ataques destrutivos.

Ambas as facções dos Teutônicos tem como lema primeira bater e depois perguntar. Eles são uma tropa de choque chamada nos casos de maior perigo para enfrentar o que houver pela frente. Delicadeza é o que menos se espera quando um Teutônico é colocado em ação.

 

Interpretação

 

O Teutônico vive em conflito com as palavras de paz de Christos e suas atitudes cobertas de fúria. Ele se justifica com suas orações e pede perdão, afirmando que suas atitudes são feitas para proteger os fiéis de Christos. Antes ele lutando do que todos precisando cometer os mesmos erros.

Esses cavaleiros caminham com seus símbolos religiosos e possuem feições sérias, poucas vezes se abrindo para o mundo. Relaxam pouco, a não ser quando estão entre amigos mais íntimos. Para eles, sua missão é ser a última linha a ser derrotada. Não podem permitir que os inimigos lhes peguem de surpresa.

 

Relações

 

Os Teutônicos vivem na tentação de sucumbir os impulsos violentos. Os anjos ouvem suas orações e os ajudam a conviver com os horrores de suas batalhas, mas os demônios procuram incentivar essa violência ao máximo, perturbando o caminho dos cavaleiros e os colocando fora do caminho de Christos.

Quase toda ordem inimiga dos Teutônicos teme quando um grupo deles entra em ação. Uma célula teutônica age como uma arma de destruição que arrasa covens inteiros de bruxas, com amigos, aliados, parentes e quaisquer pessoas que estejam no caminho. Atiçar a ira desses cavaleiros é pedir a retribuição máxima da ira divina.

 

Kit

Custos: 4 pts. Aprimoramento, 300 pts. De Perícias

Perícias: Armas Brancas (Espada Longa 20/30, Lança 20/25, Machado 20/20, Adaga 20/20), Esquiva 25%, Heráldica 20%, Intimidação 30%, Montaria 40%, Rastreio 40%, Sobrevivência (floresta temperada 35%). Em Trevas, troque Montaria por duas Armas de Fogo em 20%.

Aprimoramentos: Sentidos Aguçados (escolha um), Contatos 1, Recursos 1

Pontos de Fé: 0 + 1 por nível.

Pontos Heróicos: 4 por nível.

 

Aprimoramentos por Nível:

 

Bônus em Cavalgar: O Teutônico recebe o Bônus indicado na Perícia Cavalgar. Caso seja adaptado para Trevas, recebe metade do bônus indicado em uma Perícia do grupo de Armas de Fogo.

 

Carga!: O cavaleiro pode fazer um ataque em carga com um bônus de +10% no ataque e dano total da arma que empunha. Pode realizar essa carga um número de vezes por ida igual ao indicado na tabela.

 

Combate Montado: O Teutônico recebe o bônus indicado nos testes de ataque enquanto estiver montado. Em Trevas, o templário pode gastar o bônus indicado em uma Perícia do grupo Armas de Fogo.

 

Fúria Inspiradora: A fúria do Teutônico é tão grande que além de intimidar seus inimigos, serve como exemplo na liderança. Ele recebe o bônus indicado em Intimidação e Liderança.

 

Inimigo da Fé: Escolha um inimigo da fé protestante como os sarracenos, pagãos, bruxas ou satanistas. O Teutônico receberá o bônus de porcentagem indicado na tabela nos testes de ataque e nas perícias Intimidar, Lábia e Rastreio ao lidar com esse inimigo. O segundo indicador é o bônus de dano ao atacar tais inimigos.

 

Intimidação: A fúria guerreira dos Teutônicos pode causar uma impressão tão grande nos inimigos que os impede de atacar. Caso seja bem sucedido em um teste de Intimidação, o Teutônico paralisará o adversário durante uma rodada e o deixará desmoralizado durante o restante do combate, diminuindo em 5% seus testes. Pode usar essa habilidade um número de vezes por ida igual ao indicado na tabela.

 

Resistência Furiosa: O Teutônico recebe o bônus indicado na tabela em seu Índice de Proteção quando estiver em combate contra inimigos da fé.

 

Sobrevivência nos Ermos: Os Teutônicos são treinados para sobreviverem nos ambientes inóspitos do norte da Europa, lutando nas florestas e vilas pagãs. Recebe o bônus indicado nas Perícias Sobrevivência e Rastreio.

 

Nível      Aprimoramentos por Nível

1             Sobrevivência nos Ermos +5%, Bônus em Cavalgar +10%, Combate Montado +5%

2             Inimigo da Fé (+5%;+1), Intimidação x1

3             Carga! x1, Resistência Furiosa +1

4             Intimidação x2, Combate Montado +10%

5             Bônus em Cavalgar +20%, Fúria Inspiradora +5%

6             Resistência Furiosa +2, Intimidação x3

7             Carga! x2, Inimigo da Fé (+10%;+2)

8             Combate Montado +15%, Intimidação x4

9             Fúria Inspiradora +10%, Resistência Furiosa +3

10           Inimigo da Fé (+15%;+3), Carga! x3