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Resenha: Invocação do Mal

Publicado: 22/09/2013 em Filmes, Resenhas

Invocação-do-Mal-PosterOs filmes de terror de hoje em dia estão cada vez mais ridículos. Sempre aparecem com a cena do fantasma atrás do espelho, o susto atrás da porta. Poucas vezes surge uma ideia nova. A Invocação do Mal é, finalmente, algo aproveitável nesse marasmo do cinema de terror.

O filme começa bem demonstrando como  um casal de investigadores do sobrenatural resolve um caso. Eles demonstram cada passo e depois descreve em palestras o ocorrido. Em seguida, troca-se a linha da história para uma pacata família formada por pelo pai, a mãe e as cinco filhas. Tendo acabado de se mudar para uma casa isolada, no meio do nada, começam a ser desafiados pelo sobrenatural. São animais mortos, cheiros insuportáveis que mudam de aposento para aposento e relógios que param sempre no mesmo horário. Quando as forças sobrenaturais começam a se manifestar com maior intensidade, são obrigados a recorrer a ajuda do casal de investigadores.

Até a metade, o filme é muito bom, com novas técnicas para deixar o expectador ao menos levemente tenso (claro que continuamos aqui com o clichê da família que se muda e encontra casa m al assombra no meio do nada). Depois recorre aos clichês de filme de terror. Graças aos atores bons, o filme continua produtivo até o final, tornando-se acima da média do terror esquálido que tem tomado o cinema.

 

Assista ao trailer aqui.

Somos Tão Jovens

Publicado: 22/08/2013 em Filmes, Resenhas

somos-tao-jovens-poster-615x906As gerações são marcadas por muitas coisas. Uma delas, sem dúvida, é a música, principalmente antes dos anos 2000, quando ainda não era tão fácil conseguir os novos lançamentos. Legião Urbana marcou toda uma geração que viveu sua juventude no final dos anos 80 e até o fim da década de 90. Quem veio depois escutou, mas provavelmente não com o mesmo impacto. Mesmo que muita gente não ouça mais as músicas da Legião Urbana, assistir Somos Tão Jovens é interessante para um entendimento rápido, apesar de não tão preciso, do surgimento das bandas de rock em Brasília e da composição de algumas das principais músicas que fizeram tanto sucesso.

Somos Tão Jovens é centrado da vida de Renato Russo, começando bem antes da Legião Urbana. A história começa com a recuperação do cantor de um acidente, quando ainda não cantava ou pensava em fazer parte de uma banda. A partir daí, são mostrados diversos diálogos com frases de várias músicas e algumas conversas importantes para se entender a cabeça desse compositor. A formação do Aborto Alétrico, banda que daria origem à Legião e ao Capital Inicial é contada com bastante destaque, sem deixar de citar outros músicos importantes da época de algum modo como Hebert Vianna e Dinho Ouro Preto. É interessante ver os atores interpretando todos os trejeitos e até tom de voz dos cantores. O jeito de falar de Hebert Vianna, mesmo aparecendo muito pouco, ficou bastante engraçado.

Somos Tão Jovens tem cortes muito rápidos entre as cenas. Algumas vezes a história parece truncada. Ainda sim, compensa assistir o filme. Não é um sucesso como os hits da banda já foram ou um enredo bem emendado, mas é divertido.

Círculo de Fogo

Publicado: 15/08/2013 em Filmes, Resenhas
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circulo de fogoEu sou da geração que assistiu Jaspion quando foi lançado pela TV Manchete no Brasil, portanto, monstros e robôs gigantes fazem parte do imaginário da minha infância. Era inevitável pensar nos heróis pilotando homens metálicos gigantescos para proteger cidades enquanto as destruíam totalmente. Círculo de Fogo acaba sendo, portanto, uma tentação para qualquer fã.

A proposta aqui é mesma da ameaça da Terra. Monstros enormes chamados Kaiju surgem de uma fenda no pacífico para ameaçar a Humanidade. Os governos tentam detê-los, porém não conseguem uma reposta adequada a não ser pelos robôs gigantes, o Jaegers. Cada um desses instrumentos de guerra deve ser pilotado por duas pessoas conectadas mentalmente para o bom e velho combate. Assim as batalhas prosseguem, todas muito melhores do que qualquer episódio de Jaspion e ainda com o propósito real de evitar lutar nas cidades e evitar os grandes prejuízos.

O filme é muito divertido. Tem um final previsível dos filmes mais heroicos dos norte-americanos, porém não deixa de ser uma grande pedida para qualquer fã de animes ou de ficção científica. Poucos Jaegers são mostrados, infelizmente, mas as lutas deles são todas interessantes. É uma pena que não se dê mais destaque aos robôs, pois, para dizer a verdade, os personagens humanos não são lá tão interessantes.

Depois da Terra

Publicado: 15/06/2013 em Filmes, Resenhas

ImagemConfesso que fiquei receoso ao pensar em assistir Depois da Terra. Pensei que pudesse ser tão chato quanto o primeiro filme da série Percy Jackson ou do Harry Potter (não, não gostei do primeiro, só do quarto, quinto e último, afinal o penúltimo foi apenas enrolação). Foi bom, no entanto. Nessa história, a vida na Terra chegou ao fim para os humanos. Todos os que restaram foram obrigados para viver agora em Prime. A paz não chegou para os humanos. O novo planeta logo foi abordado por alienígenas responsáveis por criar monstros capazes de sentir o medo humano e caçá-los, os Ursas. Os rangers, homens treinados para evitar o medo diante desses caçadores, ajudam a combater esses inimigos.

O pai de Kitai foi o primeiro ranger a conseguir o fenômeno de ser invisível para os Ursas. O garoto pretende seguir o mesmo caminho, no entanto não consegue passar nos exames finais. Em uma tentativa de reatar as relações com o filho, o ranger o chama para uma missão em outro planeta. Devido a problemas durante a viagem, acabam caindo na Terra com um Ursa pronto para persegui-los. Com o pai ferido, cabe a Kitai salvá-los.

O filme tem razoáveis efeitos especiais. Os atores não são excepcionais, porém também não atrapalham. Conseguem transmitir o suficiente para que o público se divirta com a história. Boa parte dos eventos estão relacionados com Kitai fugindo do perigoso lugar que a Terra se tornou para os humanos e ainda temendo encontrar o Ursa. As criaturas encontradas são interessantes e as cenas de combate não deixam a desejar. Assistir Depois da Terra pode ser uma diversão razoável para o fim de semana!

images (2)Ser fã de Jornada nas Estrelas é fácil quando já se é um nerd louco por ciência. Isso não significa, no entanto, gostar de tudo o que é produzido para a franquia. Nunca animei a ver muitas séries além da segunda geração e boa parte dos filmes nunca me atraiu muito… até iniciarem o reboot da série. O primeiro filme foi excelente. E o segundo consegue ser melhor ainda.

Começamos esse enredo com uma das missões frenéticas da Enterprise que ditam o ritmo da série, agora bem mais adequada aos tempos atuais com roteiro rápido, com muita ação e sem perder o envolvimento com os personagens. Kirk, Spock e tripulação precisam salvar uma população atrasada de ser destruída por um vulcão sem infringir as leis da Federação que impedem o contato com aqueles que ainda não estão no nível de tecnologia adequado. Nesse momento, já fica evidente que os conflitos entre o capitão e seu primeiro oficial ainda persistem e vão gerar problemas no decorrer do filme.

O inimigo agora vem de dentro da própria estrutura da Federação. Um terrorista, o melhor soldado já criado por eles, resolve abalar as estruturas de poder para exigir que certos companheiros sejam libertados. Quem é essa pessoa na realidade é óbvio para todos aqueles que já acompanharam a série algum dia. Não há dúvidas desde o início. O interessante é como as coisas vão se resolvendo. Sim, algumas manobras como as de Spock são óbvias, mas isso não abala o bom enredo e a diversão, ainda mais com a ligação perfeita com a série anterior.

O 3D do filme está excelente. Foi realmente bem aproveitado, ao contrário de alguns filmes que possuem essa tecnologia apenas para aumentar o preço do ingresso. Aqui você nota as diferenças cada vez mais nítidas que esses efeitos podem gerar quando utilizados em um filme de ação. Nota total para esse filme que consegue honrar Jornada nas Estrelas sem louvar demais o passado, por melhor que tenha sido. Que o reboot de Guerra nas Estrelas saia no mesmo sentido.

Resenha: As Sessões

Publicado: 25/05/2013 em Filmes, Resenhas

As SessõesMark O’Brien é um poeta que teve a infelicidade de sofrer de pólio e ser obrigado a viver com um pulmão de ferro pelo restante de sua vida. Carismático, mas atormentado com uma série de fatos de sua vida e preocupações religiosas, ele decide que é o momento de perder a virgindade após uma proposta de casamento desastrosa. Em suas conversas com o padre, consegue forças para seguir em frente. As sessões assim começam com uma profissional dedicada.

As Sessões é um filme interessante sobre um homem feliz e que gera felicidade a despeito das dificuldades que a vida lhe gerou. Os momentos da vida de Mark e como ele toca as pessoas que o cercam são cativantes em cada ponto, mostrando o alívio e o peso que ele gera em quem não sofre nem metade das dificuldades dele. Atores como Helen Hunt e William Macy cumprem bem seus papéis em cada momento, mas nenhum segue a mesma linha ou precisa ter o mesmo empenho que John Hawkes que consegue ser carismático mesmo com as limitações que seu papel impõem.

O filme é divertido e passa rápido sem se envergar em um dramalhão ou em piadas idiotas. Aproveita cada diálogo com cuidado e coloca as situações para manter o telespectador cativado pela história.

ImagemDuro de Matar 5… Nem é preciso explicar muito sobre a série em que John McClane enfrenta terroristas e ameaças de todo tipo, sendo explodido, atirado de um lado para o outro e levando balas. A novidade aqui é que além das balas, atropelamentos e explosões, ocorre um pouco de radioatividade. Nada demais.

Esse quinto filme da franquia se passa na Rússia. McClane descobre que seu filho foi preso após um atentando misterioso que está, de alguma forma, envolvido com a prisão de um bilionário russo e sua disputa com um dos políticos importantes daquele país. Como um pai protetor de uma família conturbada, ele viaja para outro continente para tentar resolver a situação. As coisas pioram e aí começam os tiros, atropelamentos, carros voando e coisas semelhantes, sem surpresa.

Esse é, de fato, um dos piores filmes da série. Não que haja coisa boa depois do segundo, mas parece que Um bom dia para morrer foi feito apenas para arrecadar dinheiro com o nome da franquia sem que nem ao menos o roteiro fosse trabalhado ou que avisassem a Bruce Willis que ele deveria ao menos demonstrar um mínimo de esforço na interpretação de seu personagem.

Para quem tem tempo na vida, pode até ver para se divertir com explosões, mas meu tempo tem ficado cada vez mais escasso, então, para mim, essa não foi, definitivamente, a melhor escolha para uma sessão de cinema.